25/02/2015
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Mas seria tão bom acordar pela manhã em todos os sábados, notar a presença da luz do sol entrando pelas frestinhas da persiana da sala, me olhar no espelho e começar a rir sozinha por causa de meus olhos borrados de delineador, feito um panda. Não iria me importar, porque logo receberia sua SMS; "Bom dia filomena! Desce aí e vamos tomar um café!", apesar de ter tomado meu café, a tradição de minhas manhãs, eu não me importaria de beber 7 xícaras de café, contando que eu esteja ao seu lado. Me leve para qualquer lugar, mas vou avisando que te segurarei até o amanhecer do dia seguinte. Meu desejo, de nossas mãos se encontrarem ao menos uma vez, do modo mais lento e arrepiante. É isso que me mata por dentro. São todas essas coisas que desperdicei em um dia só. Fodam-se as intenções, fodam-se! Só queria apreciar os lábios de alguém que realmente me interessasse, me inspirasse, que florescesse todas as minhas semanas, para depois eu poder repassar todo este momento na minha cabeça, fazer rabiscos que dêem formas de nós dois juntos; só isso, mas só isso, ao menos uma vez na vida. E tudo o que me resta é esperar por uma resposta que talvez não exista. Sabe o que mais me chateia? O fato de as pessoas entrarem na minha toca para tomar uma xícara de chá, quando na verdade só querem roubar meu bule e quebrar todas as minhas xícaras.
Enquanto isso, estou aqui, como uma idiota, arrependida por ter acordado...
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